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Macieira/Amendoeira, Sobreiro e CastanheiroEmbondeiro e Pinheiro
GARSE
EXPOSIÇÃO: "A Floresta" I
Casa da Cultura - Sacavém
11-12-2009
"A oliveira é conhecida cientificamente como Olea europaea L., família Oleaceae. São árvores baixas de tronco retorcido nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo.(...)"

"Os pinheiros são árvores pertencentes à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das gimnospérmicas. Este artigo se refere apenas às plantas do género Pinus, da família Pinaceae.(...)"

"A oliveira é conhecida cientificamente como Olea europaea L., família Oleaceae. São árvores baixas de tronco retorcido nativas da parte oriental do Mar Mediterrâneo. De seus frutos, as azeitonas, os homens no final do período neolítico aprenderam a extrair o azeite. Este óleo era empregado como unguento, combustível ou na alimentação, e por todas estas utilidades, tornou-se uma árvore venerada por diversos povos.

A civilização minoana, que floresceu na Ilha de Creta até 1500 a.C., prosperou com o comércio do azeite de oliva, que eles primeiro aprenderam a cultivar. Já os gregos, que possivelmente herdaram as técnicas de cultivo da oliveira dos Minóicos, associavam a árvore à força e à vida. A oliveira é também citada na Bíblia em vários passagens, tanto a árvore como seus produtos.

Há de se fazer nota ainda sobre a longevidade das oliveiras. Estima-se que algumas das oliveiras presentes na Palestina (ou para alguns Israel) nos dias actuais devam ter mais de 2500 anos de idade.

Descrição botânica

Raiz

As raízes poderosas e compridas da Oliveira podem chegar a uma profundidade de 6 metros, através do qual têm sempre a possibilidade de obter água para o seu desenvolvimento.

Tronco

A madeira de crescimento lento da árvore é rica, com anéis cinzento-esverdeados e curtos. A árvore (dependendo da variedade) chega aos 20 metros de altura. As árvores selvagens são mais baixas que as plantadas. As oliveiras em olivais são podadas para se manterem pequenas de forma a que a colheita das azeitonas seja facilitada. A oliveira necessita de muito tempo para crescer mas, no entanto, pode viver muitas centenas de anos. O exemplar mais antigo que se conhece, em Trevi, Itália, tem 1700 anos, tal como um exemplar em Getsemani, em Israel. A oliveira mais antiga da Europa considera-se que seja uma com cerca de 2000 anos perto da localidade montenegrina de Bar. Em Azeitão, Portugal, há oliveiras vindas do Alqueva datadas de 300 a. C.

Folha

A oliveira é uma planta de folha perene semidecídua, o que significa que nunca perde totalmente a sua folha; em vez disso, as folhas mais velhas vão caindo ao longo do ano. As folhas pequenas, simples e luzidias são verde acinzentadas na frente e de um cinzento prateado e brilhante por trás. Estas são estreitas, pontiagudas e simples. Na parte de trás têm pequenos pelos, que protegem a árvore da desidratação recapturando a água e conduzindo-a de novo para a folha.

Rebentos e flores

Dependendo da área em que se encontram, as oliveiras florescem entre o fim de Abril e o princípio de Junho em cada inflorescência encontram-se entre 10 e 40 flores.

As flores brancas ou amarelas são hermafroditas, mas podem no entanto ser funcionalmente monossexuadas. A flor compõe-se de 4 sépalas e 3 pétalas crescidas.

Sendo sujeita a falta de água ou de nutrientes cerca de 6 semanas antes da flor, a colheita é reduzida uma vez que o número de flores é reduzido e estas não produzirão fruto. A maioria das espécies polinizam-se a si próprias, apesar da polinização à distância produzir rendimentos maiores. Outros tipos exigem a polinização à distância e necessitam do pólen de um exemplar diferente. As flores são polinizadas pelo vento.

Fruto

Flor da oliveira.

A partir da flor forma-se depois da polinização o fruto: a azeitona. É um fruto com caroço revestido de polpa mole. A cor da azeitona antes de estar madura é o verde e depois de estar madura torna-se preta ou violeta-acastanhada. A árvore atinge o ponto de produção óptimo com cerca de 20 anos. A composição média de uma azeitona é água (50%), azeite (22%), açúcar (19%), celulose (5,8%) e proteínas (1,6%).

Distribuição

A oliveira-brava (zambujeiro) existe numa área geograficamente disjunta; tem uma ocorrência natural vasta em zonas não conectadas entre si: área mediterrânica, médio oriente e África Austral. Daí é também bastante diversa a área das actuais variedades culturais.

Ecologia

A oliveira é um elemento importante da vegetação mediterrânea e da agricultura desta região. A oliveira prospera no clima mediterrânico, com temperaturas médias anuais entre os 15 e os 20º centígrados entre 500 e 700 milímetros de precipitação, sendo necessários, no mínimo, 200 milímetros.

Subespécies

* Olea europaea europaea: A origem das oliveiras genuínas é toda a área mediterrânica e as Canárias. Desta variedade foram criadas todas as outras. A partir desta variedade é escrito o resto do artigo.
* Olea europaea africana é uma árvore com entre 9 e 12 metros de altura que está espalhada pela África, Madagascar, Arábia, Índia e até China. Os frutos, de doces a amargos, são apreciados por pessoas e animais. Pode fazer-se chá das folhas e dos frutos faz-se um pigmento. A madeira dura e castanho-dourada é usada para fazer mobílias e objectos de arte. Os produtos desta espécie são também utilizados como mezinha para as doenças renais. O seu cultivo é possível mesmo em áreas muito secas.
* Olea europaea cerasiformis: originária da Madeira, ocorrendo também nas Canárias.
* Olea europaea cuspidata: difundida pela África e pela Ásia. Caracteriza-se por ter frutos pequenos e o verso da folha castanho-alaranjado.
* Olea europaea guanchica: originária das Canárias.
* Olea europaea laperrinei: originária da Argélia, do Sudão e do Niger.
* Olea europaea maroccana: originária de Marrocos.
* Olea europaea sylvestris"

Informação recolhida em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Oliveira




HISTÓRIA E ESTÓRIAS
A oliveira, árvore mítica e símbolo da imortalidade, funde-se com a história, a tradição e a cultura dos povos mediterrânicos.

A sua origem, na sua forma primitiva, remonta à Era Terciária – antes do nascimento do homem – e situa-se, segundo a opinião de vários autores, na Ásia Menor, talvez na Síria ou Palestina, região onde foram descobertos vestígios de instalações de produção de Azeite e fragmentos de vasos datados do início da Idade do Bronze. O facto é que em todo o Mediterrâneo foram encontradas folhas de oliveira fossilizadas, datadas do Paleolítico e do Neolítico.

Actualmente pensa-se que a espécie à qual pertence a oliveira, a Olea europaea, tem uma origem híbrida, ou seja, é fruto do cruzamento de várias espécies. Entre os seus progenitores encontram-se a Olea africana, originária da Arábia e do Egipto, a Olea ferruginea, procedente da Ásia, e a Olea laperrini, abundante no Sul de Marrocos e nas Ilhas da Macarronésia.

Por volta de 3000 antes de Cristo, a oliveira era já cultivada por todo o “Crescente Fértil”. A dispersão desta cultura pela Europa mediterrânica ter-se-á ficado a dever aos gregos.

Os gregos e os romanos, grandes entusiastas e produtores de Azeite, eram igualmente pródigos a descobrir-lhe aplicações e, não contentes com as múltiplas utilizações que lhe davam na cozinha, utilizavam ainda o Azeite como medicamento, unguento ou bálsamo, perfume, combustível para iluminação, lubrificante de alfaias e impermeabilizante de tecidos.

Mais tarde, a cultura do olival espalhou-se pela bacia do Mediterrâneo e, com as expedições marítimas dos portugueses e espanhóis, a oliveira acabou por navegar até às Américas. Depois, onde as condições climatéricas lhe foram favoráveis, foi-se propagando um pouco por todo o mundo.

MITOS E LENDAS
Desde sempre, a oliveira tem estado associada a práticas religiosas, a mitos e tradições, a manifestações artísticas e culturais, a usos medicinais e gastronómicos. Na antiga Grécia, as mulheres, quando queriam engravidar passavam longos períodos de tempo à sombra das oliveiras. Da madeira das oliveiras faziam-se ceptros reais e com o Azeite ungiam-se monarcas, sacerdotes e atletas. Com as folhas faziam-se grinaldas e coroas para os vencedores.

A oliveira era considerada símbolo de sabedoria, paz, abundância e glória.

Os egípcios, há seis mil anos, atribuíam a Ísis, mulher de Osíris, Deus supremo da sua mitologia, o mérito de ensinar a cultivar a oliveira. Na lenda grega Palas Atenea, Deusa da paz e sabedoria, filha de Zeus, era para os Gregos a mãe da árvore sob a qual teriam nascido Remo e Rómulo, descendentes dos Deuses e fundadores de Roma, tendo feito brotar a oliveira de um golpe e, na sua grande bondade, ensinado o seu cultivo e o seu uso.

Por sua vez Minerva oferece aos romanos este presente divino, asilo também da divindade.

Cantaram a oliveira Homero, Esquilo, Sófocles, Virgílio, Ovído e Plínio:

“E com um ramo de oliveira o homem se purifica totalmente.”
Virgílio, Eneida

“Uma gloriosa árvore floresce na nossa terra dórica: Nossa doce, prateada ama de leite, a oliveira. Nascida sozinha e imortal, sem temer inimigos, a sua força eterna desafia velhacos jovens e idosos, pois Zeus e Atena a protegem com olhos insones”
Sófocles, Édipo

Em quase todas as religiões se fala da oliveira, árvore de civilizações longínquas, que tem lugar nos textos mais antigos:

- no "Génesis" a pomba de Noé traz no bico um ramo de oliveira para lhe mostrar que o mundo revive.

- No "Êxodo", Yaveh prescreve a Moisés a "Santa Unção" na qual o Azeite se mistura com perfumes raros.

- No horto de Getsemani vivem ainda oito grandes oliveiras que viram rezar, chorar e morrer Cristo.

- Também o Corão canta a árvore que nasce no monte Sinai e refere-se ao óleo que dela se extrai para ser transformado em luz de candeia “que parece um astro rutilante”.

Foi sempre património dos países mediterrâneos, mas hoje em dia encontra-se disseminada um pouco por toda a parte, desde a Argentina, Austrália, Chile, Estados Unidos da América, até ao Japão, México, China e República da África do Sul, entre outros.

O AZEITE EM PORTUGAL
O Azeite esteve sempre presente nos recantos da vida diária dos portugueses: na candeia do pobre e no candelabro do rico, na mesa frugal do camponês e nos solenes templos de velhos cultos.

Mítico, bíblico, romanesco e histórico, “o Azeite vem sempre ao de cima”. Enfrentou a nova verdade dos mercados selectivos e deixou de ser simplesmente o Azeite, para adoptar o berço de uma origem e assumir a identidade de uma marca.

Em Portugal, a cultura da Oliveira perde-se nos mais remotos tempos. Segundo rezam as crónicas, os Visigodos já a deviam ter herdado dos Romanos e estes, possivelmente, tinham-na encontrado na Península Ibérica. Por sua vez, os Árabes mantiveram a cultura e fizeram-na prosperar, sendo que a palavra Azeite tem origem no vocábulo árabe az-zait, que significa “sumo de azeitona”.

De facto, as primeiras manifestações da importância da cultura da oliveira em Portugal aparecem nas províncias onde a reconquista cristã mais tardiamente se realizou. É assim que os primeiros forais que se referem à produção olivícola dizem respeito às províncias portuguesas da Estremadura e do Alentejo.

Até finais de século XII, em Portugal, não é mencionada a cultura da oliveira nem o interesse económico da sua produção. Contudo, no século XIII, o Azeite já ocupa um lugar importante no nosso comércio externo, posição que manterá posteriormente, podendo afirmar-se que esta gordura era um produto muito abundante na Idade Média.

Mais tarde, são as ordens religiosas que, com o seu papel na revitalização da agricultura, dedicam especial atenção ao fabrico do Azeite. O “óleo sagrado” vai ter uma importância fundamental na economia do Convento de Santa Cruz de Coimbra, do Mosteiro de Alcobaça, da Ordem dos Freires de Cristo, da Ordem do Templo e da Ordem dos Cavaleiros de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Resistente à seca, de fácil adaptação aos terrenos pedregosos, a oliveira tornou-se numa presença constante na agricultura portuguesa."

Informação recolhida em: www,casadoazeite.pt




Os pinheiros[/] são árvores pertencentes à divisão Pinophyta, tradicionalmente incluída no grupo das gimnospérmicas. Este artigo se refere apenas às plantas do género Pinus, da família Pinaceae.

São nativos a maioria do Hemisfério Norte. Na América do Norte, com diversidade mais alta no México e na Califórnia. Na Eurásia, eles ocorrem desde Portugal e leste da Escócia até o extremo oriental da Rússia, Japão, norte da África, o Himalaia com uma espécie formando a floresta de coníferas subtropical, o (Pinheiro de Sumatra) que já cruzou o Equador em Sumatra. Os pinheiros são também plantados extensivamente em muitas partes do Hemisfério Sul.

No Brasil também são chamados pinheiros, espécies que na verdade não fazem parte da família Pinaceae, como a Araucária (Araucaria angustifolia), mais conhecida como pinheiro-do-paraná. Este pertence a família Araucariaceae, que é pequena e nativa apenas do hemisfério sul. Abrange dois gêneros somente: o Agathis, (natural da Austrália) e o Araucaria que aparece no Chile, Argentina e sul-sudeste do Brasil, em regiões de altitude elevada, ou seja, acima de 500 m.

Os pinheiros são plantas perenes e também produzem resinosos. A casca da maioria dos pinheiros é grossa e escamosa, mas em algumas espécies é escamosa. Os brotos são produzidos em inflorescências regulares, que de fato são uma espiral muito apertada aparentando um anel de brotos que surgem do mesmo ponto. Muitos pinheiros são uninodal, produzindo apenas um verticilo de brotos por ano, (de rebentos no início da época de floração), mas outros são multinodal, produzindo dois ou mais verticilos de ramos por ano. Na primavera os brotos são denominados "velas" porque de cor mais clara, apontam para cima e depois escurecem e arrepiam. Estas "velas" servem para avaliar o estado nutricional das plantas.

Os pinheiros têm quatro tipos de folhas. As mudanças começam com (1) um verticilo de 4-20 folhas de sementes (cotiledôneas), seguida imediatamente de (2) folhas juvenis em plantas jovens, com 2-6 cm de comprimento, simples, verdes ou verdes azuladas, arranjadas em espiral no broto. Estes são substituídos depois de seis meses a cinco anos por (3) folhas protectoras, similares a balanças, pequenas, pardas e não-fotosintéticas, arranjadas como as folhas juvenis; e (4) as folhas adultas ou agulhas, verdes, (fotossintéticas), enfeixadas em grupos (fascículos) de (1-) 2-5 (-6) agulhas, cada fascículo é produzido a partir de um pequeno rebento de um ramo laterar no eixo de uma folha protectora. Estes rebentos protectores permanecem muitas vezes nos fascículos como protecção básica. As agulhas persistem durante 1.5-40 anos, dependendo das espécies. Se um broto ficar danificado (comido por um animal, p.ex.), os fascículos de agulhas imediatamente abaixo do danificado irão gerar um rebento que poderá então substituir o anterior.

Pinus pinea
Os pinheiros são monóicos, ocorrendo cones masculinos e femininos na mesma árvore. Os cones machos são pequenos, com 1 a 5 cm de cumprimento, e apenas presentes num curto período (usualmente na primavera ou no outono para outros poucos pinheiros), caindo assim que seu pólen se disperse. Os cones femininos levam de 1,5 a 3 anos (dependendo da espécie) para amadurecer e, depois da polinização, a fertilização pode demorar mais um ano. Na sua maturidade os cones femininos têm de 3 a 60 cm de cumprimento. Cada cone tem numerosas folhas protectoras arranjadas em espiral, contendo cada uma duas sementes férteis. As folhas protectoras mais próximas à base do cone são pequenas e estéreis, sem sementes. A maioria das sementes é pequena e alada para serem dispersadas pelo vento (anemophilous), mas algumas são maiores e possuem apenas uma asa vestigial sendo então dispersadas pelos pássaros (ver abaixo). A maturidade do cone é usualmente alcançada quando ele se abre liberando as sementes, mas nas espécies semeadas por pássaros (e.g. Whitebark Pine ou Scrub Pine Pinus albicaulis), será necessário que o pássaro quebre o receptáculo do cone para abri-lo. Em outras, que dependem de incêndios florestais, uma grande quantidade de cones depositada ao longo dos anos é aberta pelo fogo no mesmo incêndio que destrói a árvore-mãe, e assim repovoa a floresta.

Os pinheiros se desenvolvem bem em solo ácido e alguns também em solo calcáreo; a grande maioria requer um solo bem drenado ou seja prefere solos mais arenosos, mas uns poucos, como por exemplo o Lodgepole Pine (Pinus contorta) são tolerantes à reduzida drenagem e a enxarcamento do solo. Alguns poucos estão aptos a rebrotarem após incêndios florestais, como por exemplo o Canary Island Pine (Pinus canariensis), e outros, como por exemplo Bishop Pine (Pinus muricata), necessitam do fogo para regenerar e suas populações, que declinam vagarosamente em regime de supressão de incêndios. Várias espécies estão adaptadas às condições climáticas extremas impostas pelas elevadas latitudes, por exemplo:Siberian Dwarf Pine, Mountain Pine, Whitebark Pine e o bristlecone pines.
Commercial planting of young Longleaf Pine trees (Pinus palustris)

As sementes são comumente espalhadas por pássaros e esquilos. Alguns pássaros, notadamente Spotted Nutcracker (Nucifraga caryocatactes), Clark's Nutcracker (Nucifraga columbiana) e Pinyon Jay (Gymnorhinus cyanocephalus), são importantes na distribuição de sementes de pinheiro em novas áreas onde eles possam crescer.

Uso

Pinus radiata

O pinheiro é a espécie comercialmente mais importante para a produção de madeira nas regiões temperadas e tropicais do planeta. Muitos deles são utilizados como matéria-prima para a produção da celulose, que é empregada na produção de papel. Isso porque o pinheiro é uma madeira leve, que possui um rápido crescimento. Além disso ele também pode é plantado com uma grande densidade populacional e a queda de suas folhas (acículas) produz um efeito alelópatico em plantas de outras espécies ou seja as folhas inibem o crescimento de outras plantas (denominadas de plantas daninhas nas florestas plantadas), o que provoca uma redução na competição por água, luz e nutrientes nas florestas de pinheiros. Um exemplo típico é o da Pinheiro radiata (Pinus radiata D. Don).

A resina de algumas espécies é importante fonte de breu do qual se extrai terebintina e outros óleos essenciais. Algumas espécies têm sementes comestíveis que se podem cozinhar ou assar. Algumas espécies são usadas como árvores de natal e suas pinhas e ramos são largamente usados em decorações natalícias. Muitos pinheiros são também usados como plantas ornamentais em parques e jardins. Uma grande quantidade de espécies anãs é cultivada para plantio em jardins residenciais. Também existe uma longa tradição oriental, especialmente na China e no Japão, e bem difundida entre as culturas ocidentais modernas, do cultivo de miniaturas artísticas das mais diversas espécies de pinheiros, os bonsai, um termo emprestado do idioma japonês.

Os pinhais plantados sempre sofrem acentuado risco de incêndio por causa da camada de acículas secas que se acumulam no solo e porque a árvore possui grande quantidade de resina a ponto de seu material ser explosivo em determinadas condições.

Ligação com o Natal

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Árvore de Natal

O Pinheiro é usado como símbolo do Natal. Conta uma lenda que, quando Cristo nasceu, as árvores ao seu redor queriam dar-lhe presentes. Apenas o pinheiro, pobre pinheiro, não tinha presentes para dar ao "rei". Com pena da árvore, as estrelas decidiram enfeitar o pinheiro, cobrindo-o com elas mesmas e palha. Assim, o pinheiro virou o símbolo do Natal e, por isso, as pessoas enfeitam árvores no Natal.

Origem do nome

Pinus longaeva

Em português - do latim pinariu ou pinu; no inglês pine tem a mesma origem pelo francês pin. No passado (antes do século XIX) eram muitas vezes conhecidos por fir, do nórdico antigo fyrre, através do inglês da Idade Média firre. O nome em nórdico antigo ainda é utilizado para os pinheiros em algumas línguas da Europa: em dinamarquês, fyr, em Norueguês, furu, e Föhre em alguns locais da Alemanha, mas no inglês moderno, "fir" é restringido ao Abies e à Pseudotsuga. Outros nomes europeus incluem o termo alemão Kiefer (o nome mais vulgar na Alemanha), o Sueco tall, o Holandês den, o Finlandês mänty, o Russo sosna, o Búlgaro e o Servo-Croata bor, e o Grego pitys.
[editar] Lista de espécies de pinheiro por região
Um pinheiro no Morro do Corcovado

Europa e região do Mediterrâneo (algumas com extensão à Ásia)

* Pinus brutia
* Pinheiro-das-Canárias - Pinus canariensis
* Pinus cembra
* Pinheiro-do-alepo - Pinus halepensis
* Pinus heldreichii
* Pinus mugo
* Pinheiro-larício - Pinus nigra
* Pinheiro-da-Macedónia - Pinus peuce
* Pinheiro-bravo - Pinus pinaster
* Pinheiro-manso - Pinus pinea
* Pinus sylvestris

Ásia

* Pinus amamiana
* Pinus armandii
* Pinus bhutanica
* Pinus bungeana
* Pinus dalatensis
* Pinus densata
* Pinus densiflora
* Pinus eremitana
* Pinus fenzeliana
* Pinus fragilissima
* Pinus gerardiana
* Pinus henryi
* Pinus hwangshanensis
* Pinus kesiya
* Pinus koraiensis
* Pinus krempfii
* Pinus latteri
* Pinus luchuensis
* Pinus massoniana
* Pinus merkusii
* Pinus morrisonicola
* Pinus orthophylla
* Pinus parviflora
* Pinus pumila
* Pinus roxburghii
* Pinus sibirica
* Pinus squamata
* Pinus tabuliformis
* Pinus taiwanensis
* Pinus thunbergii
* Pinus uyematsui
* Pinus wallichiana
* Pinus wangii
* Pinus yunnanensis

[editar] Novo Mundo

Canadá e Estados Unidos da América (com excepção das áreas adjacentes à fronteira com o México)

* Pinus albicaulis
* Pinus aristata
* Pinus attenuata
* Pinus balfouriana
* Pinus banksiana
* Pinus clausa
* Pinus contorta
* Pinus coulteri
* Pinus echinata
* Pinus edulis
* Pinus elliottii
* Pinus flexilis
* Pinus glabra
* Pinus jeffreyi
* Pinus lambertiana
* Pinus longaeva
* Pinus monophylla
* Pinus monticola
* Pinus muricata
* Pinus palustris
* Pinus ponderosa
* Pinus pungens
* Pinus radiata
* Pinus reflexa
* Pinus remota
* Pinus resinosa
* Pinus rigida
* Pinus sabineana
* Pinus serotina
* Pinus strobus
* Pinus taeda
* Pinus torreyana
* Pinus virginiana

Sul do Arizona e Novo México, México, América Central e Caraíbas

* Pinus apulcensis
* Pinus arizonica
* Pinus ayacahuite
* Pinus caribaea
* Pinus cembroides
* Pinus chiapensis
* Pinus cooperi
* Pinus cubensis
* Pinus culminicola
* Pinus devoniana
* Pinus durangensis
* Pinus engelmannii
* Pinus estevezii
* Pinus gordoniana
* Pinus greggii
* Pinus hartwegii
* Pinus herrerae
* Pinus hondurensis
* Pinus jaliscana
* Pinus johannis
* Pinus lawsonii
* Pinus leiophylla
* Pinus lumholtzii
* Pinus maximartinezii
* Pinus maximinoi
* Pinus montezumae
* Pinus nelsonii
* Pinus occidentalis
* Pinus oocarpa
* Pinus patula
* Pinus orizabensis
* Pinus pinceana
* Pinus praetermissa
* Pinus pringlei
* Pinus pseudostrobus
* Pinus quadrifolia
* Pinus rzedowskii
* Pinus strobiformis
* Pinus tecunumanii
* Pinus teocote
* Pinus tropicalis

Informação recolhida em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinheiro